Angelina estava sozinha em casa, se sentia deprimida e solitária. Seus pais trabalhavam na fabrica mestre da pequena cidade e mal tinham tempo de conversar com ela, ela os via duas vezes ao dia, de manhã, quando eles levantavam para trabalhar e ela para ir à escola; e no almoço quando ambos vinham para casa almoçar.
A escola não era exatamente um lugar agradável para Angelina, ela já perdia as contas das vezes que visitara a enfermaria e prestara contas na direção, não era culpa dela na verdade, é que as garotas da escola insistiam que ela era estranha e que com certeza tinha pacto com o Diabo: "Quem dera tivesse". ela sempre resmungava para si mesma.
Angelina era baixinha cerca de um metro e sessenta centímetros de altura, mantinha o cabelo escuro, longo e meio despontado, seus olhos eram de um castanho mel e a cor roxa rodeava todo o olho em conta das noites de insonia, Sua pele era pálida, mas não de total brancura por conta de algumas tentativas falhas de conseguir um bronzeado bonito para agradar um certo menino que não valia a pena. Nessa noite Angelina estava disposta a mudar, queria mais, precisava de algo mais,e foi com essa disposição que sua vida transformou-se para sempre.
Tarde do dia treze de dezembro,Angelina andava calma arrastando a neve com o coturno,ainda que parecesse perfeitamente bem havia uma confusão dentro de sua mente adolescente, ela caminhava distraidamente quando um tropeço em algo duro a fez desviar-se de sua reflexão, uma tábua de madeira com escritas desconhecidas entalhadas na sua superfície estava propositalmente bem posta acima da neve com um bilhete que incrivelmente continuava sobre a tábua apesar de todo o vento do inverno. Angelina pegou o bilhete, seus olhos quase saltaram das orbitas quando a seguinte mensagem vinha escrita nele:
"Quem dera, depois de todos te abandonarem,você tivesse simplesmente a companhia do próprio Diabo, me ligue."
Angelina procurou por toda a rua por alguém que pudesse ter deixado aquilo ali recentemente, porém a rua estava deserta, nenhuma alma sequer parecia ter passado por ali dentre duas horas atrás.
Angelina pegou a tabua, abraçou sobre o peito, ela não tinha ninguém, não poderia recusar uma companhia seja ela qual fosse, mas antes ela precisava saber como usar a tabua e quem mais poderia saber se não o simbologista falido que trabalhava na biblioteca do centro.
A menina entrou na loja apreensiva procurando por aquele rosto velho mal-humorado do senhor Patrickison. Quando ela o mostrou a tal tabua o rosto do velho homem se iluminou ele ainda meio boquiaberto dirigiu-se a menina:
— Em que lugar desse mundo você escavou para encontrar uma tábua satânica que data de quatro mil antes de Cristo? Nunca ninguém viu uma peça dessas, há relatos delas em todas as gerações de bíblias satânicas, elas era taxadas como eficazes e que por elas podiam se dirigir ao próprio satã apenas pingando uma gota de seu sangue no centro. Enfim,ninguém acredita nessa baboseira de satã,mas essa tabua vale milhões, deixe-me fazer algumas ligações, aguarde um minuto.
Angelina não ficaria para tratar de negócios, sem perceber o homem deu à ela exatamente o que ela queria, uma forma de "ligar" para para seu mais novo amigo, como pedia no bilhete.
CONTINUA...
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Eduardo
Capitulo 2
Eduardo subiu em cima do morro que tinha no meio do
campo e sentou-se.Ficou observando o bosque que tinha em volta dali, e enquanto
observava via pessoas andando,em um devaneio pensou ter visto sua mãe e saiu
correndo.Quando chegou perto do bosque todas as almas sumiram.Ele ficou muito
intrigado com isso, foi quando ouviu Asmodeus o chama-lo.Ele olhou para o morro
e lá estava o demônio.
-Você está no purgatório Eduardo.Mas, as almas que
estão aqui não podem lhe ver. Disse Asmodeus.
-Por que? Indagou Eduardo
-Porque você está aqui para um proposito especial.Você
achou mesmo que eu, o próprio Asmodeus, iria vir aqui para conversar com uma mera
alma? Que ingenuidade.
Eduardo ficou queto esperando ele continuar a
falar.Mas ele nada disse.
-E qual seria este proposito especial? Disse Eduardo
depois de um tempo.
-Não revelarei agora, você tem muito o que aprender
antes de saber por que está aqui.
Ele ficou calado esperando que Asmodeus continuasse a
falar, mas ele nada disse.Ele ficou esperando Eduardo o questionar, e ele o
fez.
-Aprender o que? Que proposito? E por que um demônio
está me dizendo estas coisas, eu deveria estar no céu, não aqui.
Asmodeus riu.Ele estava se divertindo muito com o medo
dele de ir para o inferno.
-E por que você acha que deveria ir para o céu?
-Porque eu nunca fiz mal a ninguém!
-Tem certeza disso?
-Sim, logico que sim! Gritou Eduardo já entrando em
desespero.
-Tem razão, você nunca fez mal para ninguém, mas
também nunca ajudou ninguém.Veja, sua própria mãe.Quando ela adoeceu você não a
ajudou, você continuou enfiado em seu mundo de livros e a ignorou.
Ele fez silencio e refletiu sobre o que Asmodeus
disse.Ele acabou concordando, mas não se entregou, não achou aquilo justo.Se
ele não fez mal, deveria ir para o céu. Mas, Eduardo nem imaginava o que lhe
aguardava.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Eduardo
Boa Noite
Hoje resolvi trazer uma coisa diferente para vocês. Vou começar a postar uma história que eu fiz a muito tempo atrás.Não sei se vocês vão gostar espero que gostem, a ~DonzelaDoInferno disse que está boa então vamos lá. Não sei quando vou postar a continuação, até porque só tenho dois capítulos feitos, não sei quando vai dar para continuar. Então chega de enrolação, lá vai. Se for postar em outro lugar, adicionar os devidos créditos, obrigada :3
Capitulo 1
Seu nome era Eduardo, grande e magrelo, apaixonado por aventuras, mas não essas aventuras em florestas, bosques ou campos. Eduardo gostava de se aventurar em livros. Tudo que podia ser lido ele o fazia, imaginava ser rei quando lia contos sobre reis, cavaleiros quando lia respectivos contos, amava tudo isso.
Mas algo mudou sua vida. Algo grande. Pobre Eduardo, a morte viera buscá-lo cedo, cedo até demais. Um dia ele jazia sentado em baixo de um carvalho, negro como o breu, admirava uma borboleta azul celeste que ali passeava desocupadamente, refletia sobre a vida, o seu amor pelos livros, pensava em ser professor.
Quando tinha sete anos ganhou seu primeiro livro, uma edição de bolso de Moby Dick, folheou algumas páginas e naquele mesmo instante descobriu o que seria da sua vida. Os livros se tornaram seus companheiros, ainda mais quando sua mãe viera a falecer. Ele se trancará em seu mundo de fantasias, tentava esquecer-se de tudo que havia ocorrido, um abrigo contra sua própria mente.
Isso de alguma forma trouxera-lhe independência, agora com 21 anos observava a linda borboleta azul celeste. Quando voltará para casa um ladrão tentou roubá-lo, Eduardo reagiu, o bandido assustado deu um tiro em seu peito, o qual fora fatal e o levou a óbito. Ninguém para orar por ele, não tinha amigos, seu pai, um tremendo alcoólatra não sabia que tinha um filho, agora morto.
Acordou em um campo vazio somente com uma árvore ao topo de um pequeno morro, não sentia o corpo e estranhou.Mas, lembrou que havia morrido,e o pavor percorreu seu corpo . –Onde estou? Como isso aconteceu? Eduardo gritava , mas ninguém o respondia. Até que uma voz grossa e com um tom maligno viera de trás dele.
Eduardo- disse a voz –Por que o desespero, Eduardo? Uma voz rouca e grossa vinha do céu, agora cinza como as brasas de um cigarro.
–Quem é você? O que você quer de mim? A voz novamente veio à tona:
- Eu sou o seu pior pesadelo.Sou uma coisa que você não imagina nem em seus devaneios, sou o vilão de seus livros, o causador do caos.
-Não, isso não é possível! O que eu fiz de errado? Por que você está aqui? Ou melhor, por que eu estou aqui? Onde estou?E afinal, quem é você? A morte?
- Acalme-se -ele deu uma risada macabra- A morte, que ingenuidade.A morte não existe.Eu sou um dos sete príncipes do Inferno,a tempos fui um anjo, fui o homem mais impuro que este miserável mundo já conheceu, sou o pior pecado, seu pior pesadelo.
Quando a entidade acabou de falar apareceu na frente de Eduardo.Ele gritou, caiu no chão e começou a rastejar para trás.A criatura era horrenda, possuía três cabeças, uma de homem com halito de fogo, uma de carneiro, e outra de touro.Possuía grandes assas negras como as de um morcego.
-Asmodeus! - Gritou Eduardo.
Ele ficou paralisado, chocado.Eduardo era ateu, não acreditava em anjos ou demônios.Após ver Asmodeus tudo o que sempre pensou não fazia sentido, todas as histórias sobre demônios que já tinha lido poderiam ser verdade.Quando Eduardo se tocou, Asmodeus havia sumido.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Penitenciária Divina
Odeio quando chegam essas horas, é o momento em que eu
normalmente desço até lá, ou subo, não sei ao certo pra que lado fica eu
simplesmente tenho de ir e vou.
Sento na cadeira de balanço na varanda, a fazenda é quase
que totalmente silenciosa exceto por um grilinho que insiste em cantar. A lua
tão cheia e brilhante reina na imensidão negra da noite.
Ao meu lado encontra-se um cálice com sangue que eu
desgostosamente retirei de um dos bodes da fazenda, mas apenas por ser necessário,
em outro cálice ao lado deste contém chá de ortiga, para que eu me lembre do
quão amargo é para onde vou. O sangue é a minha passagem, nele esta contida
energia para que eu possa chegar até lá disposta, mas eu não o bebo isso seria
nojento, eu o mantenho em mãos e é só.
Está quase na hora, uma golada no chá, cálice em mãos e o relógio
de parede da sala para. Sinto tudo girar, meu corpo parece se romper em espiral,
que sensação horrível, tudo dói.
Sinto meus pés tocarem terra firme, mas não é terra é pó de
lava vulcânica resfriado, tudo cheira a mofo e o calor é intenso, eu costumo
vir aqui todos os dias, mas é impossível se acostumar com esse clima.
Vocês devem imaginar que isso aqui é cheio de coisas, porém é
vazio, não há nada aqui além de almas perdidas buscando uma saída. Não há
tortura física, por que afinal não se tem um corpo, além do mais não existe
tortura maior que o esquecimento; o abandono de todos; a rejeição. Sou o único
ser que pisa nessa terra e minha única missão é fechar as portas que humanos
mal instruídos ocasionalmente abrem.
As almas normalmente são irracionais, passam os milênios berrando
e vagando pela imensidão do vazio, porém algumas delas dão sorte e acabam
saindo por uma das portas que os humanos abriram, e não é muito legal quando
elas saem, elas ficam stressadas e agressivas por não encontrarem o caminho até
a paz e acabam causando rebuliço entre os viventes.
É por isso que estou aqui todos os dias, caminhando pelas terras
fétidas e fechando cada porta. Se os humanos fossem menos imbecis e parassem de
mexer com os outros mundos eu teria uma boa noite de sono.
Não sei o porquê de eu fazer isso, e nem como faço, me
lembro de fazê-lo desde que eu me entendo por gente, vocês chamam o lugar para
onde eu vou de trevas, inferno, gehenna,submundo, enfim. Eu chamo apenas de Penitenciaria
Divina.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Sombras
Eu também costumava dizer a mim mesmo que era só coisa da
minha cabeça quando eu via aqueles vultos no quarto antes de dormir, mas isso
foi bem antes.
São apenas sombras que passam de relance, o que sombras
podem te fazer de mal?
Isso era o que eu pensava, eu estava tão errado. Deus, como
eu estava errado!
Uma bela noite deitado em minha cama eu observava-as passar
por diante dos meus olhos, decidi que iria observa-las não havia mal nenhum
nisso, elas nada faziam além de passar num vulto pelo quarto e sumir na parede
escura, algumas eram apenas reflexos de morcegos e aves noturnas e eu costuma
rir por sentir medo daquilo um dia, me sentia um idiota.
Passei a fazer isso todas as noites, era terapêutico observar
e concluir o quanto a mente humana enganava. Mas numa dessas noites algo
estranho aconteceu.
De tanto observar cada sombra que passava em finalmente
consegui distinguir cada sombra. Pássaros, morcegos e outro tipo medonho de
sombra indefinida e sem portador que deslizava pelas paredes. Ela de certa
forma percebeu que eu pude distingui-la das outras e deslizou até a parede ao
lado da minha cama.
Eu fiquei gélido, senti meu corpo paralisar, lutei um tempo
acordado e imóvel, mas o sono me alcançou e eu adormeci.
Todas as noites seguintes foi a mesma coisa, ela chega,
desliza pelas paredes e descansa ao meu lado. Porém essa não é a parte ruim das
coisas, após um tempo de tormento ela não só fica ali parada ao teu lado ela
começa a sussurrar sons estranhos, perturba o seu sono a noite toda, você mal
dorme.
Após um tempo convivendo com isso você começa a entender os
sussurros dela, ela te pede para fazer coisas ruins e te conta histórias ruins,
ás vezes elas até mesmo interpretam as histórias em formas de sombras na
parede.
Ela sempre me pede para que eu converse com ela, diz que se
eu responde-la poderemos ser muito mais amigos.
Eu nunca ousei responde-la, sinto que pode acontecer algo
ruim se eu falar diretamente á ela.
Noite passada ela disse que vou ser uma oferenda ao seu
senhor em breve, que sua única tarefa era me fazer falar com ela e que ela
nunca desistiria.
Me sinto cedendo, já estou ficando louco. Se algum dia alguém
encontrar esse documento e eu não estiver mais aqui, siga o meu conselho:
Sempre finja que você não as vê, ainda que as veja, durma e acima de tudo,
nunca, absolutamente nunca fale com elas.
George Simpson
15 de setembro de 1996
domingo, 4 de agosto de 2013
Criatura Invisível
Presa nessa droga que eles chamam de clinica de recuperação,
sem poder tê-lo, seu rosto era tão maravilhosamente lindo e seus olhos azuis
tinha um brilho incomparável.
Eu não sou daquele tipo que senta no cantinho da sala e fica
se balançando, muito menos do tipo que baba e diz ter vindo do espaço. Mas eles
dizem que preciso ficar aqui, por que sou um perigo à sociedade, mas no momento
a sociedade esta em perigo sem mim para alerta-los.
Naquela noite a lua estava tão linda, a lua se mantinha bem
no centro do céu e as estrelas cintilavam intensamente. Eu e Pablo combinamos
de assistir um filme na minha casa. Até ai tudo perfeito, tínhamos um ao outro,
pipoca sobrando e refrigerante gelado.
A situação só foi mudar lá pela metade do filme, eu levantei
para ir ao banheiro e quando voltei Pablo estava pálido, ele disse ter ouvido
passos no quarto que ficava do lado oposto de onde eu tinha ido.
Pensamos ser um assaltante e empalidecemos igualmente, eu
liguei para a emergência e eles disseram que estavam a caminho. Pablo pegou o
taco de basebol do meu pai que estava atrás da porta e fomos andando com passos
leves até o quarto.
Ascendemos a luz do quarto já esperando dar de cara com
algum rosto maldoso. Lembro-me o quão estranho aquilo tudo foi quando vimos o
quarto vazio e ainda assim o som dos passos estava presente, parecia estar a um
suspiro de nós, porém não víamos absolutamente nada.
Um segundo depois e os passos cessaram, alguns segundos de
silêncio cortante até que pudemos ouvir um sussurro gélido, “Em cada canto do
vasto mundo haverá uma perda, da perda virá o sofrimento e é do sofrimento que
renascemos”.
Olhamos-nos confusos e extremamente assustados quando demos
o primeiro passo para correr algo rasgou o peito de Pablo e arrancou seu
coração, eu pude vê-lo flutuar e ainda pulsou por alguns segundos, o coração
carregado por algum ser invisível sumiu por janela a fora e eu fiquei sozinha
debruçada sobre o corpo sem vida do meu namorado implorando a Deus para que
tudo fosse apenas um sonho ruim, mas não era.
A policia chegou minutos depois de tudo, contei a eles minha
história, mas eles claro, não acreditaram em mim. Jogaram-me dentro desse
inferno e ainda me culparam pela morte do Pablo.
O que mais me faz sofrer todas as noites é o fato de que em
cada canto desse vasto mundo haverá uma perda, da perda virá o sofrimento e do
sofrimento esses seres do inferno renascerão.
Sinto sua falta meu amor, assim que eu conseguir me libertar
desse inferno vou atrás desse maldito e vingarei você, Pablo. Eu prometo.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Os Swans
Mais um dia chato de terça a noite, voltando do trabalho o relógio
marcava cerca de dez da noite, fazer hora extra era um saco, mas fazer hora
extra no auge do inverno era um saco duplo.
Eu ficava olhando para os pequeninos flocos de neve caindo no
meu coturno e pensava comigo,“ Preciso
comprar um carro.” Não era assim tão simples devido a minha pouca renda
mensal e uma ex mulher sugadora. Mas afinal andar cinco ou seis quilômetros não
fazia mal a ninguém.
No meio do meu trajeto melancólico de trabalho-casa vi uma garotinha
encolhida frente a um portão grande, atual casa dos Swan. Ela mantinha a cabeça
abaixada entre as pernas e repetia um chorar baixinho e um soluço cortante,
aparentava ter uns dez anos no Maximo onze, seus cachinhos dourados estavam
cobertos por neve fria ela vestia apenas um vestidinho branco de seda e tremia
de frio.
Fiquei comovido pela cena, não podia deixa-la ali sem amparo
algum. Aproximei-me e toquei seu ombro. Ela levantou a cabeça tão rapidamente
que eu me assustei, tinha algo errado com os seus olhos, onde um dia parecia
ter havido um azul vivido era quase branco como a esclera, já onde havia o
branco estava colorido por um vermelho irritado.
Eu sempre acreditei em histórias de monstros e fantasmas e
confesso que tremi quando ela me olhou daquele jeito. Porém eu não deveria me
ligar a bobagens e abandona-la ali, então perguntei:
—O que você esta
fazendo aqui a fora assim? Aconteceu alguma coisa.
Ela secou as lagrimas dos olhinhos estranhos, pegou a minha
mão e disse que iria me mostrar.
Adentramos os portões da casa dos Swan e eu percebi o quanto
silencioso de mais a propriedade parecia.
Quando abrimos as portas da sala principal eu fiquei
horrorizado, os membros de toda a família estavam mortos, o cômodo coberto por
sangue gélido e apenas um deles tinha uma arma em mãos com um buraco de saída no
crânio que espirrara sangue por toda a parede bem pintada.
Trêmulo e com receio de perguntar eu me dirigi a garotinha:
—O- o que aconteceu aqui?
A pequena menina debulhada em
lágrimas novamente e em soluços começou falar:
—O senhor Arnold Swan Irmão do dono da propriedade chegou na reunião de família
e bêbado e raivoso, primeiro ele começou gritar e a derrubar as coisas, eu
ouvia tudo quietinha lá embaixo, de repente ouvi um tiro BANG! E todos começaram
a gritar depois ouvi os berros das meninas e mais BANGs da arma, foi quando o ultimo BANG disparou e
tudo ficou num silêncio absoluto. Ele não sabia que eu estava aqui eu sou uma
criança rejeitada por ter sido fruto do pecado do senhor Swan e sua filha
Elisa. Só hoje me libertei de lá e hoje todos estão mortos.
Eu a peguei no colo e a abracei
forte, concordava que fantasmas e monstros eram maus, mas humanos, humanos são
loucos.
Assinar:
Postagens (Atom)



.jpg)